História

História de Sousel

Da rocha que deu nome à vila às gentes que a fizeram crescer.

Memória local

As origens do topónimo

O topónimo Sousel já surgia com a grafia atual no Foral de Estremoz, concedido por D. Afonso III em 1258, então designado "Reguengos de Sousel" — propriedade régia. Segundo Leite de Vasconcelos, o nome deriva do latim saxum (rocha), evoluindo para Souso e depois Sousello, com influência moçárabe até chegar a Sousel: um diminutivo que sugere uma pequena rocha ou penedo.

Ocupação antiga e Idade Média

Arqueossítios na região revelam ocupação humana contínua desde o Paleolítico: a Anta da Cabeça da Ovelha (Idade da Pedra), o povoado de S. Bartolomeu (Idade do Bronze), e a Horta de S. Pedro (época romana e medieval). Reis como D. Afonso V visitavam Sousel para caçar — no século XX, a vila chegou a ser conhecida como "Capital da Caça" em Portugal.

Por volta de 1330 foi erigido um castelo, hoje desaparecido (cerca de 1913). A 28 de setembro de 1662, durante a Guerra da Restauração, Sousel sofreu o assalto da cavalaria de Arronches, integrando uma linha de defesa alentejana.

A Casa de Bragança e a vila moderna

D. Nuno Álvares Pereira recebeu Sousel por carta de D. João I, a 31 de agosto de 1408. Entre 1415 e 1422 mandou edificar a capela de Nossa Senhora da Orada. Mais tarde, Sousel integrou a Casa de Bragança. O Convento de Santo António dos Paulistas foi fundado a 2 de outubro de 1616 e extinto em 1834 — a sua igreja, classificada Monumento de Interesse Público, é hoje o único testemunho material do antigo convento.

Sousel tornou-se vila sede de concelho em 1836, com a reforma administrativa de Passos Manuel; a freguesia de Santo Amaro foi anexada ao concelho em 1932.

Entre as figuras notáveis de Sousel contam-se Diogo Pereira (médico e professor, séc. XVI), o compositor António Fernandez (1595-1680), o almirante Manuel António Farinha (c. 1792-1842), o cantor e professor António Felizardo Porto (1793-1863), o jornalista e escritor João Batista Borges (1850-1903) e o toureiro Pedro Louceiro (1927-1994).

Linha temporal

Sousel através dos séculos

1258 — Primeira referência documental, no Foral de Estremoz (D. Afonso III)

1330 — Construção do castelo de Sousel

1408 — D. Nuno Álvares Pereira recebe Sousel por carta de D. João I

1415-1422 — Edificação da capela de Nossa Senhora da Orada

1616 — Fundação do Convento de Santo António dos Paulistas

1662 — Assalto de cavalaria de Arronches, durante a Guerra da Restauração

1834 — Extinção do Convento de Santo António

1836 — Sousel torna-se vila sede de concelho (reforma de Passos Manuel)

1932 — Anexação da freguesia de Santo Amaro ao concelho

Heráldica da Freguesia
Brasão de Sousel
Heráldica

Brasão da Freguesia de Sousel

O brasão de armas de Sousel foi objeto de ordenação heráldica publicada no Diário da República, III Série, de 9 de janeiro de 2001. Os seus elementos remetem à tradição agrícola e à fauna cinegética da freguesia.

Elementos Heráldicos

Escudo de ouro

O fundo dourado do escudo remete à riqueza dos campos de cereais que definem a paisagem agrícola de Sousel.

Duas gavelas de trigo, de verde, atadas de vermelho

Simbolizam a tradição cerealífera e a vocação agrícola da freguesia.

Perdiz, de natural

Representa a fauna cinegética da região — Sousel foi conhecida como "Capital da Caça" em Portugal.

Coroa mural de prata, de três torres

Simboliza a categoria administrativa de freguesia sede de concelho.

Listel branco

Com a inscrição "FREGUESIA DE SOUSEL", a negro.

Conheça a história e a heráldica de Sousel

Descubra as origens, a memória e a identidade que moldaram a freguesia ao longo do tempo.